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Sinopse: O exército brasileiro no auge da ideologia da segurança nacional, um partido de esquerda dissidente, militante aguerridos (a maioria deles ainda jovens e inexperientes), inocentes camponeses e uma região onde a ambição e a miséria disputavam lugar palmo a palmo.Esse é o cenário de Conspiração do Silêncio, longa metragem de ficção baseado em extensa pesquisa empreendida pelo realizador e roteirista Ronaldo Duque sobre a Guerrilha do Araguaia, um dos episódios mais importantes de nossa história contemporânea.
Título Original: Araguaya, Conspiração do Silêncio
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 105 min.
Ano de Lançamento (Brasil): 2004
Distribuição:
Direção: Ronaldo Duque
Roteiro: Ronaldo Duque, Guilherme Reis e Paula Simas
Produção: Ronaldo Duque e Marcio Curi
Direção de produção: Luiz Antônio Gerace (Chacra)
Produtores associados: Sâmia Gabriel e Daniel Gomez
Produção executiva: Marcio Curi
Elenco: Guilherme Reis
Direção de fotografia: Luís Abramo e Jacques Cheuiche
Direção de arte: Pedro Daldegan e Eurico Rocha
Figurino: Maria Carmem Souza
Som: Chico Bororo
Música original: Renio Quintas
Montagem: André Cardoso
ARAGUAYA, A CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO
O filme Araguaya retrata o contexto da Guerra do Araguaia, quando grupos de guerrilha se articulavam na região para levar as forças de resistência a uma briga armada para libertar o país dos militares. Foi o primeiro filme de ficção de Ronaldo Duque.
O filme tem seu valor no que tange a pesquisa histórica, podendo ser, inclusive, um bom instrumento nas aulas do ensino fundamental e médio.
Araguaya é narrado através da visão do padre francês François, mais conhecido como Padre Chico.
Não é um filme da ditadura que apela para as imagens de tortura. O filme limita-se a contar a história da movimentação militar para a região do Araguaia, afim de conter a guerrilha que lá se instaura. Quando falo "limita-se", entenda a palavra com todas as formas que ela permite.
No filme falta o trabalho da tensão que assolava o espaço social na época, aquilo que se pode traduzir como "algo está na iminência de ocorrer". Os conflitos internos dos personagens também são pouquíssimo trabalhados, inclusos os do protagonista, padre Chico. O que sentimos no filme é um afastamento de todos os personagens. Quando começamos a nos apegar pela história de alguém, o diretor opta por cortar para outro personagem.
O padre amaro consegue ter a frieza de um europeu, sem querer tê-la. Seus conflitos com a batina são evidentes, mas pouco explorados, exceto em algumas discussões com seu companheiro de igreja. O possível romance não revelado, o romance interno entre o padre e a personagem Tininha é trabalhado em apenas duas breves cenas, ficando perceptível apenas aos mais atentos.
O afastamento do sudeste fez com que o diretor afastasse o Araguaia da realidade político-social da época. Os moradores da região não possuem rostos, cheiros, sentimentos... são apenas mencionados por outras vozes. O que, mesmo que intencionalmente, serviu para enfraquecer o filme.
Os policiais do filme ajudam ao desgosto. Parecem que além de não possuírem dons humanos, não são também dotados do sentimento fascista que compartilhavam os militares da época... são outros incolores em um mundo que era para ser cinza, mas não foi nada.
Araguaya não me agradou. Para mim, o menor dos filmes da ditadura Brasileira que vi até hoje.







